Turistas

Para quem imaginava Portugal como uma espécie de periferia da Europa, chegar em Lisboa foi uma surpresa. A chance de conhecer a cidade veio como um “brinde” pelo fato de termos chegado às 6 da manhã e nosso voo para Bissau só sair às 10 da noite.

Bem diferente da cidade cheia de casas antigas e decadentes que esperava conhecer, Lisboa parece uma maquete. As calçadas e o asfalto são impecáveis. Os prédios – antigos, mas extremamente bem conservados – me deram a impressão de uma cidade que sabe valorizar sua história e que consegue ser moderna sem abrir mão das suas raízes. Nada parecido nem mesmo com as regiões mais ricas das cidades brasileiras.

Pintura em prédio abandonado. Até isso eles conseguem deixar bonito...

Como todo turista que se preze (ainda mais quando se tem apenas um dia para conhecer a cidade inteira), fomos logo fazer o city tour, naqueles ônibus abertos em cima, como os que existem no Brasil também. Nesse passeio, descobri que castelos e aquedutos existem de verdade e que Torre de Belém é mais do que o nome do azeite. Também fui experimentar o famoso pastel de Belém e o “bacalhau com batatas ao murro” (ler com sotaque português).

Chamou atenção o quanto a cidade está cheia de outdoors e cartazes de partidos políticos e do movimento estudantil. E lá as posições são bem claras, dando muito mais a ideia de um debate de propostas e visões (explicitamente) contraditórios do que da disputa do poder pelo poder. Cara de democracia de verdade…

Brasileiros... Ôh, raça!

O transporte público é uma atração à parte. Lisboa tem metrô, trem (no estilo CPTM), bonde, VLT, táxis baratos e ônibus de todos os tamanhos, com ar condicionado e paradas em que se pode ver quanto tempo falta para o próximo chegar (e que não ficam mostrando números aleatórios, ao contrário dos de Santos).

Mas depois de passar o dia experimentando novas comidas e disputando cada metro quadrado dos pontos turísticos com turistas franceses, espanhóis, ingleses, americanos e (claro) brasileiros, chegou a hora de voltar ao aeroporto. A partir da próxima postagem começo a falar sobre o motivo de ter criado esse blog: compartilhar minhas experiências em Guiné-Bissau, esse país que não passa meia-hora sem me surpreender novamente.

Prontos para embarcar.

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